MATO GROSSO TEM A 2.ª MENOR COBERTURA VACINAL CONTRA HPV NO PAÍS, APONTA PESQUISA

Dados do IBGE mostram baixa adesão entre adolescentes e revelam cenário preocupante também em Cuiabá.

20/04/2026

A vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano) – Infecção Sexualmente Transmissível (IST) – entre adolescentes em Mato Grosso segue abaixo do ideal, com uma cobertura de 45,9% em todo o estado. Esse é o segundo menor índice de cobertura do país, atrás apenas do Acre (38%). O estado com maior taxa é o Amazonas, com 62% de cobertura vacinal. Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a cobertura vacinal ainda é limitada devido à desinformação e às desigualdades sociais.

Segundo o levantamento – realizado com estudantes de 13 a 17 anos – o número está abaixo da média considerada ideal pelas autoridades de Saúde, ficando em um patamar intermediário no ranking nacional (54,9%). Em Cuiabá, os dados acompanham essa tendência (45,2%), indicando que a Capital também enfrenta dificuldades para ampliar a cobertura.

Desinformação pesa

Um dos principais fatores que ajudam a explicar a baixa cobertura no estado é o desconhecimento sobre a vacina, indicando que mais da metade dos adolescentes mato-grossenses seguem desinformados e desprotegidos contra o vírus, que é o principal causador do câncer de colo do útero. Para os pesquisadores, “esse tipo de prevenção, principalmente no início da adolescência, é crucial por ser o período do despertar para a sexualidade”.

Dentre os principais motivos para a não vacinação estão: não sabia que tinha que tomar (38,9%); mãe, pai ou responsável não quis vaciná-los (21,2%); não sabia para que servia (10,7%).

Desigualdades

Assim como no restante do país, Mato Grosso apresenta desigualdades dentro do público adolescente.

Esse tipo de prevenção, principalmente no início da adolescência, é crucial por ser o período do despertar para a sexualidade

As meninas têm maior cobertura vacinal (51,4%) do que os meninos (40,8%), e os estudantes da rede de ensino privada (56,3%) apresentam índices superiores aos da rede pública (44,7%). A faixa etária também influencia: adolescentes mais velhos, de 16 e 17 anos, tendem a estar mais protegidos.

“Uma explicação para essa menor taxa de cobertura vacinal no grupo de 13 a 15 anos de idade pode estar relacionada com o fato de que parcela significativa dos estudantes nessa faixa etária ainda não iniciaram a vida sexual e a desinformação é um aspecto preponderante que tem feito com que as pessoas não se vacinem”, aponta o estudo.

Segundo o levantamento, essas diferenças indicam que o problema não é apenas de oferta, mas também de acesso à informação e de engajamento das famílias.

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