CRIANÇA É ATACADA POR PITBULL NA SAÍDA DE CRECHE EM RONDONÓPOLIS
O drama familiar, em que o pai precisou desviar a moto no último instante para evitar o pior, é o mais recente de uma série de ataques que reacendem o alerta máximo sobre a presença descontrolada de cães soltos em áreas de grande circulação de crianças.
14/11/2025
Nilson Lobão / Olho Vivo Mato Grosso
RONDONÓPOLIS, MT – O medo se instalou entre os pais e moradores dos bairros Lajeadinho e Itapuã, em Rondonópolis, após um ataque violento de um cão da raça Pitbull a uma criança na saída de uma creche municipal. A pequena Lívia, de apenas um ano e sete meses, escapou por pouco de um trauma maior, mas o incidente resultou em uma mordida na perna, na necessidade de pontos e no início imediato do protocolo de vacinação antirrábica.
O drama familiar, em que o pai precisou desviar a moto no último instante para evitar o pior, é o mais recente de uma série de ataques que reacendem o alerta máximo sobre a presença descontrolada de cães soltos em áreas de grande circulação de crianças.
A situação não é um caso isolado: enquanto Lívia recebia atendimento, outra criança também deu entrada na unidade de saúde, vítima de mordida canina. Este é um indicativo claro de uma falha crônica na segurança e na vigilância sanitária da cidade.
A presença de cães de grande porte, como o Pitbull, sem o devido controle ou supervisão, representa um risco iminente e inaceitável para a vida das crianças, especialmente em horários de pico na saída de creches e escolas.
O fato de dois casos de mordida terem ocorrido quase simultaneamente aponta para a urgência de ação por parte dos órgãos públicos, que precisam ir além da conscientização e exercer a fiscalização e a punição contra a negligência dos proprietários.
Após o ataque, a prioridade máxima é o atendimento médico. O Hospital Regional Irmã Elza Giovanella é a referência na cidade para casos de urgência. A mordida de animais soltos exige um protocolo rigoroso devido ao risco de raiva e infecções bacterianas.
Diante da sequência de acidentes, a população exige das autoridades uma resposta robusta e permanente para proteger as crianças. A cobrança deve ser focada em três pilares principais: fiscalização, apreensão e saneamento.
É crucial que haja equipes de apreensão em plantão para recolher cães de raças potencialmente perigosas, como o Pitbull, quando encontrados soltos, e que o canil municipal tenha capacidade para acolher esses animais.
É preciso que as autoridades identifiquem os proprietários e apliquem multas pesadas por permitir que seus cães causem riscos à vida de terceiros.
Campanha de Posse Responsável: devem ser realizadas campanhas educativas focadas na contenção segura dos animais, alertando para a gravidade dos ataques e as consequências legais da negligência, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
Garantia de Profilaxia Antirrábica: o sistema de saúde deve garantir o estoque adequado de vacina e soro antirrábico para atender a todas as vítimas de mordida canina de forma rápida e segura.
O caso de Lívia e da outra criança atacada reforça que a segurança nos bairros de Rondonópolis está comprometida. A comunidade espera que as autoridades ajam de forma incisiva e rápida para garantir que as crianças possam ir e voltar das creches e escolas sem o medo constante de ataques animais.
