CRISE NA TERCEIRIZAÇÃO: CÂMARA E PREFEITURA DE RONDONÓPOLIS ENFRENTAM ATRASOS SALARIAIS DE SERVIDORES

Parlamentares denunciam descumprimento de obrigações trabalhistas por empresas contratadas; Câmara estuda pagamento direto aos trabalhadores para sanar dívida.

Por Nilson Lobão. Data: 12 de fevereiro de 2026.

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Rondonópolis, realizada na última quarta-feira (11), foi marcada por um debate acalorado sobre a situação precária de trabalhadores terceirizados. Relatos de atrasos salariais em empresas que prestam serviços tanto ao Legislativo quanto ao Executivo mobilizaram os vereadores, que cobram medidas imediatas para evitar que os colaboradores continuem prejudicados.

O IMPASSE NA CÂMARA MUNCIPAL

Apesar de a Casa de Leis estar com suas obrigações financeiras em dia, o repasse feito às empresas não tem chegado ao destino final: o bolso do trabalhador. O vereador Ibrahim Zaher (MDB) esclareceu que a Câmara possui “saúde financeira boa” e que todas as notas fiscais apresentadas pela empresa prestadora de mão de obra foram devidamente quitadas.

“A Câmara não está inerte. Já decidimos que o contrato com esta empresa não será renovado”, afirmou Zaher. De acordo com o parlamentar, o setor jurídico da Casa já foi acionado para viabilizar um mecanismo de pagamento direto aos trabalhadores. A medida visa garantir que, no último mês de vigência do contrato, os valores não fiquem retidos com a empresa inadimplente.

SITUAÇÃO NO EXECUTIVO

O problema não se restringe ao prédio do Legislativo. A vereadora Kalynka Meirelles (PL) revelou que o cenário se repete em diversos setores da Prefeitura. “É uma situação vergonhosa.” Se a empresa ganha uma licitação e não dá conta de pagar seus funcionários, ela precisa ser punida e cobrada com rigor”, pontuou a vereadora, que tem intermediado conversas junto ao Poder Executivo para identificar quais contratos apresentam irregularidades.

O presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), reforçou que a prioridade da atual mesa diretora é o respeito aos prestadores de serviço. “Prezamos pelo pagamento em dia de todos os colaboradores”, destacou.

A estratégia adotada pelos parlamentares foca em três frentes:

Judicialização: Intervenção jurídica para garantir o depósito dos salários diretamente aos funcionários.

Expulsão: rompimento de contratos com empresas que não demonstram capacidade de gestão financeira.

Fiscalização: Monitoramento rigoroso de novas licitações para evitar que empresas sem idoneidade vençam certames pelo critério de menor preço, mas sacrifiquem a folha de pagamento.

A expectativa é que, com a intervenção jurídica, os pagamentos atrasados sejam normalizados nos próximos dias. Enquanto isso, o clima é de vigilância por parte do sindicato da categoria e dos parlamentares envolvidos.

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