MORTE DE MOTORISTA DE APLICATIVO TEM DESFECHO TRÁGICO E LEVANTA SUSPEITAS
Ele foi visto pela última vez no Bairro Conjunto São José
A Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis localizou o corpo do motorista de aplicativo Paulo de Souza Freitas Júnior, de 48 anos, na tarde desta sexta-feira (06/02), no Bairro Alta Vista Parque.
O advogado, que estava trabalhando como motorista de aplicativo, estava desaparecido desde a noite desta quinta-feira (05/02). Ele foi visto pela última vez no Bairro Conjunto São José.
Até o fechamento desta edição, a polícia não havia confirmado a causa da morte. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames, pois; não apresentava sinais de violência. A causa da morte deverá ser definida, assim como as circunstâncias do ocorrido. O caso segue sendo investigado.
O veículo do advogado, um BYD Mini Dolphin, de cor branco, foi encontrado na manhã desta sexta-feira no Bairro Residencial Celina Bezerra, em Rondonópolis. No interior do automóvel, documentos da vítima foram encontrados queimados. Além dos documentos, os policiais também encontraram os cintos de segurança cortados e o veículo estava com os vidros dianteiros meio abertos.
Após a localização do carro, as forças de segurança iniciaram um trabalho de buscas e, no período da tarde, a Polícia Militar realizava diligências quando verificou uma área de mata amassada às margens da rua no Bairro Alta Vista. Ao averiguar, o corpo do motorista foi encontrado.
Paulo Freitas estava trabalhando como motorista de aplicativo e também era advogado na cidade. Ele atuou como professor em uma universidade local, mas teria deixado de exercer a atividade.
O caso está sendo acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) local. Segundo o presidente do órgão, Bruno de Castro, a entidade acompanha o caso desde o início da manhã desta sexta-feira e deve solicitar habilitação nos autos para acompanhar o inquérito que deve ser instaurado.
O presidente ainda destacou que, até aquele momento, nenhuma hipótese para a morte era descartada. Ele explicou que tudo ainda é muito recente e, portanto, todas as hipóteses são possíveis, e cabe a OAB acompanhar para entender se não há nenhuma relação do crime com o exercício da profissão.
