RONDONÓPOLIS VIVE “DANÇA DAS CADEIRAS” VISANDO A SOBREVIVÊNCIA EM 2026

Rondonópolis, com seu colégio eleitoral robusto, é o epicentro dessa batalha. Para os políticos citados, a troca de partido agora é o "check" necessário para evitar o "mate" nas urnas daqui a dois anos.

05/03/2026

Nilson Lobão

RONDONÓPOLIS – O cenário político da segunda maior economia de Mato Grosso entrou em ebulição nesta semana. O que se vê nas ruas e nos bastidores não é uma disputa de ideias, mas um realinhamento estratégico de forças. Em busca de fôlego financeiro, tempo de propaganda e, acima de tudo, a garantia de uma cadeira no Legislativo, lideranças locais iniciaram uma migração partidária que redesenha o tabuleiro para as eleições gerais de 2026.

O Salto Estratégico do Grupo Pátio

A mudança mais comentada é a do prefeito Zé do Pátio e da ex-primeira-dama Neuma Moraes. Ao abandonarem o PSB para se filiarem ao Partido Verde (PV), o casal não apenas troca de sigla, mas mergulha de cabeça na Federação Brasil da Esperança, composta também por PT e PCdoB.

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Para Pátio, político que já ocupou o cargo de deputado estadual por cinco mandatos, o PV oferece o “porto seguro” do quociente eleitoral da federação. A estratégia é clara: garantir que os votos da esquerda e centro-esquerda se somem para reconduzi-lo à Assembleia Legislativa (ALMT). Já Neuma Moraes, que mantém o foco na Câmara Federal, busca a estrutura do fundo eleitoral do bloco para viabilizar uma campanha competitiva em todo o estado.

“A narrativa é menos ideológica e mais pragmática.” Prioriza-se a fidelidade ao calendário das urnas em detrimento do programa partidário”, avaliam observadores locais.

Mudanças no Executivo e Legislativo

O “troca-troca” não poupou nem o alto escalão da atual gestão e nem a Câmara Municipal:

  • Altemar Lopes (Vice-Prefeito): O atual vice-prefeito, que recentemente assumiu o comando interino do município durante licença do prefeito Cláudio Ferreira, está de saída do Podemos. Seu destino é o Republicanos, partido que tem buscado consolidar uma base conservadora e pragmática, alinhada a grandes projetos de infraestrutura e agronegócio.
  • Vinícius Santana (Vereador): Representando uma ala que busca se desvincular do tradicional “caciquismo”, o vereador Vinícius Santana estaria deixando o PL para ingressar no Partido Novo. A mudança reflete uma tentativa de renovação de imagem, focando em uma plataforma de gestão técnica e menos dependente das grandes máquinas partidárias.

O que está em jogo?

Com o aumento da população de Mato Grosso registrado no último Censo, as eleições de 2026 serão históricas: o estado ganhará três novas vagas na Assembleia Legislativa e uma nova cadeira na Câmara Federal. Esse aumento da “oferta” de vagas acirra a disputa interna nos partidos por nomes que tenham densidade eleitoral.

Rondonópolis, com seu colégio eleitoral robusto, é o epicentro dessa batalha. Para os políticos citados, a troca de partido agora é o “check” necessário para evitar o “mate” nas urnas daqui a dois anos.

Análise: Esta movimentação sinaliza que, em 2026, as coligações em Mato Grosso serão formadas mais por afinidade de sobrevivência do que por alinhamento de diretrizes. O eleitor rondonopolitano, por sua vez, assiste ao espetáculo das trocas de legenda tentando identificar quem, de fato, defenderá os interesses da região no pós-eleição.

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