TENSÃO POLÍTICA EM MATO GROSSO: ALIANÇA DE OPOSIÇÃO PREOCUPA PALÁCIO PAIAGUÁS

O grande temor do grupo que hoje comanda o Paiaguás, conhecido como "maurista" (referência ao governador Mauro Mendes, de quem Pivetta é vice), reside na possibilidade de Jayme Campos romper com a base aliada. A união de Jayme com qualquer força da oposição poderia comprometer seriamente a reeleição de Otaviano Pivetta.

18/11/2025

Nilson Lobão / Olho Vivo Mato Grosso

A corrida pela sucessão estadual em Mato Grosso começa a ganhar contornos de alta tensão no Palácio Paiaguás, sede do governo. O motivo é a movimentação do senador Jayme Campos (União Brasil), que elevou o tom de seu projeto de candidatura ao governo, gerando preocupação na cúpula que aposta em Otaviano Pivetta (atual vice-governador) como sucessor.

Diálogo com a Oposição Acende Sinal de Alerta

Jayme Campos tem sinalizado que não recuará de seu projeto e, nos bastidores, intensificou o diálogo não apenas com a direção nacional de seu partido, mas principalmente com grupos de oposição ao Paiaguás. O senador tem mantido conversas constantes e diretas sobre o pleito eleitoral com dois influentes nomes da oposição: os senadores Carlos Fávaro (PSD) e Wellington Fagundes (PL).

A aproximação de Jayme com esses líderes é vista como um movimento estratégico que pode desestabilizar o cenário atual. Enquanto Fávaro atua para impulsionar a médica Natasha em uma disputa majoritária, Wellington Fagundes já está em pré-campanha ativa, buscando consolidar alianças para a sucessão estadual.

Risco de segundo turno ameaça estratégia maurista

O grande temor do grupo que hoje comanda o Paiaguás, conhecido como “maurista” (referência ao governador Mauro Mendes, de quem Pivetta é vice), reside na possibilidade de Jayme Campos romper com a base aliada. A união de Jayme com qualquer força da oposição poderia comprometer seriamente a reeleição de Otaviano Pivetta.

Analistas políticos apontam que uma chapa robusta de oposição, fortalecida pela adesão de Jayme Campos, aumentaria a tendência de a disputa ser decidida em dois turnos. Para os apoiadores de Pivetta, que não cogitam endossar a candidatura de Jayme, esse cenário de segundo turno representa o maior risco de perder o controle do executivo estadual. A expectativa, agora, é de como o Palácio Paiaguás reagirá para tentar neutralizar o avanço e as articulações do senador Jayme Campos.

 

 

 

 

 

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